Quem chegou ao topo da carreira, muitas vezes, começou sua ascensão profissional a partir dos primeiros degraus.

É o caso de presidentes de empresa que começaram suas carreiras como lavadores de pratos, office-boys e engraxates.

A seguir, conheça 10 histórias surpreendentes sobre os primeiros passos de diretores de empresas brasileiras e estrangeiras:

Maurício de Sousa, presidente da Maurício de Sousa Produções

O criador da série “Turma da Mônica” estreou bem cedo no mundo do trabalho.

Aos 6 anos de idade, passou uma manhã engraxando os sapatos dos fregueses do salão de barbeiro do pai.

“Na hora do almoço, pedi minha primeira demissão, porque não concordava com a divisão dos lucros”, conta o empresário.

Na juventude, trabalhou como datilógrafo numa cooperativa. Como não havia muito serviço, era chamado para ajudar a empilhar sacos de batatas. O emprego não durou muito. “Não era a minha especialidade”, diz Maurício.

Depois de outros trabalhos avulsos, o “pai da Mônica” mirava o jornal Folha da Manhã. Na imprensa, ele acreditava ter a chance de mostrar seu talento para o desenho.

Na primeira tentativa, o chefe de arte sugeriu que desistisse. “Mas, à saída do prédio do jornal, um velho jornalista me viu todo desanimado e sugeriu que eu procurasse qualquer outra coisa para fazer no jornal”, lembra Maurício.

Foi na vaga de copy-desk que ele entrou para o veículo, mais tarde ocupando a função de repórter policial. “O emprego durou 5 anos e foi a porta de entrada para tudo o que veio depois”, diz o desenhista.

Jorge Samek, presidente da Itaipu Binacional

Aos 15 anos de idade, Samek começou a trabalhar como office boy num banco em Foz do Iguaçu.

“Na época não havia internet, então era necessário haver um garoto como eu para levar e trazer papéis e recibos”, conta.

A rotina de trabalho era seguida paralelamente à dos estudos. “Aprendi a respeitar hierarquias e ter disciplina”, diz Samek.

O emprego como office boy também lhe rendeu algum dinheiro para realizar alguns “sonhos de consumo” dos adolescentes da época.

“Graças aos meus primeiros salários, comprei uma motocicleta e até as botinhas do Roberto Carlos”, relembra o presidente da Itaipu.

Edward Lange, presidente da Brasil Insurance

O americano começou a trabalhar na adolescência. Aos 13 anos, seu primeiro emprego foi como distribuidor do jornal “The Register”, na Califórnia.

“Comprei uma bicicleta usada por 12 dólares e lançava jornais diariamente no jardim dos vizinhos antes de ir para a escola”, conta Lange.

O rendimento era de cerca de 200 dólares por mês.

Mais tarde, ele teve outros empregos. “Trabalhei como cozinheiro num restaurante mexicano, vendi sapatos femininos, fui segurança de loja e até vendi vestidos de noivas”, diz ele.

O jovem recém-formado começou então a trabalhar na Allianz Argentina, anos antes de ingressar na Brasil Insurance.

André Garcia, presidente da Estante Virtual

O presidente da livraria online Estante Virtual entrou para o mundo do trabalho aos 18 anos. Na época, sua missão era vender um programa de capitalização chamado Fiat Super Fácil.

Tudo começou quando o pai de Garcia comprou um título de capitalização. Interessado no trabalho do vendedor que fizera negócio com seu pai, o jovem pediu para juntar-se a ele e ficar com metade dos lucros.

Depois de gastar cerca de 3 mil reais com anúncios, ele não vendeu quase nada.  “Meu primeiro investimento como negociante foi um fracasso”, lembra o executivo.

“Depois de 6 meses, deixei de inventar moda e consegui meu primeiro estágio num banco de investimentos”, conta. Hoje, ele vê a experiência malsucedida como sua primeira lição sobre marketing e negociação.

Luiz Donaduzzi, presidente da Prati-Donaduzzi

Em 1990, o casal de farmacêuticos Luiz e Carmen Donaduzzi tocavam um pequeno empreendimento em casa. “A empresa éramos nós dois, vendendo produtos para as farmácias locais”, lembra ele.

Água oxigenada, mercúrio e cromo eram algumas das mercadorias comercializadas pelos Donaduzzi. “Também vendíamos chá de boldo e camomila,  depois de comprar e empacotar as folhas”, lembra o presidente.

Em 1994, mudaram-se para o Paraná e, de lá, expandiram os negócios. Hoje, a empresa é especializada na produção de medicamentos genéricos e tem mais de 4 mil funcionários.

Lloyd Blankfein, presidente do Goldman-Sachs

Antes de se tornar presidente de um dos maiores bancos do mundo, Blankfein teve um início de carreira humilde no bairro do Brooklyn, em Nova York.

Para ganhar algum dinheiro enquanto estudava, o jovem vendia cachorro-quente e refrigerante no Estádio Yankee, segundo a revista Fortune.

Outra atividade de Blankfein na juventude foi como salva-vidas – uma atividade que o fez perder peso, depois de anos lutando contra a balança.

Michael Dell, presidente da Dell

A primeira ocupação do presidente da gigante da tecnologia foi como lavador de pratos em um restaurante chinês, anos 12 anos. Seu objetivo era conseguir dinheiro para sua coleção de selos, segundo a Biography.com.

Mais tarde, ele trabalharia com dados no jornal Houston Post. Sua missão era aumentar o número de assinantes do periódico, de acordo com o mesmo site.

Warren Buffett, presidente da Berkshire Hathaway

Um dos homens mais ricos do planeta, Buffett ingressou no mundo do trabalho de forma humilde.

Aos 14 anos, o futuro empresário passava suas manhãs entregando cópias do jornal The Washington Post, segundo o Business Insider. No mesmo ano, o futuro empresário reuniu suas economias e fez seu primeiro investimento.

De acordo com o mesmo site, o jovem Buffett comprou 16 hectares de uma propriedade rural por 1.200 dólares.

Oprah Winfrey, presidente da OWN

A primeira mulher negra bilionária teve uma juventude bastante dura. De acordo com a Forbes, seu primeiro emprego foi numa mercearia de esquina, ao lado da barbearia do seu pai em Nashville, no Tennessee.

Aos 16 anos, Oprah ingressou numa estação de rádio local, onde lia no ar as notícias do dia.

Donald Trump, presidente da Trump Organization

O magnata do setor imobiliário já nasceu rico. Mesmo assim, seu pai o incentivou a trabalhar desde cedo para que ele aprendesse o valor do dinheiro.

“Meu pai foi meu melhor chefe, um exemplo de disciplina”, disse o bilionário à Forbes.

O pai levava o filho para recolher garrafas de refrigerante vazias e revendê-las. “Foi meu primeiro salário, o valor de uma pequena mesada”, contou o bilionário.

Mais tarde, o apresentador do programa “The Apprentice”, da rede NBC, também trabalhou como cobrador de aluguéis.

Fonte: Exame