O imaginário coletivo geralmente associa presidentes de grandes corporações a diplomas “clássicos” para o mundo dos negócios, como administração ou finanças.

Mas, a realidade mostra que nem só de tradição se faz um executivo bem sucedido.

Formações em áreas como história ou comunicação, por exemplo, compõem a base acadêmica de presidentes de empresas como IBM, American Express e Walt Disney.

Confira a seguir alguns desses casos:

Robert Iger

Empresa: Walt Disney
Formação acadêmica: Comunicação
Instituição: Ithaca College

Após conseguir seu diploma em comunicação, com ênfase em rádio e TV, Iger trabalhou como apresentador da previsão do tempo em um canal de TV local, como disse em entrevista à revista Economist.

Assumiu a presidência da Disney em 1999, depois de trabalhar como executivo da ABC entre os anos 1970 e 1990.

Em 2013, Iger recebia um salário de 34,3 milhões de dólares por ano, classificando-se entre os 200 CEOs mais bem pagos dos Estados Unidos, segundo o jornal New York Times.

Ken Chenault

Empresa: American Express
Formação acadêmica: História
Instituição: Bowdoin College

Chenault se tornou presidente da American Express em 2001.

Desde jovem teve destaque acadêmico, envolvendo-se com debates sobre a causa negra no Centro Afro-Americano da universidade, segundo contou à revista BusinessWeek.

Chenault está entre os 200 CEOs mais bem pagos dos Estados Unidos, segundo o jornal New York Times, com um salário de 21,7 milhões de dólares por ano em 2013.

Denise Morrison

Empresa: Campbell Soup
Formação acadêmica: Psicologia e economia
Instituição: Boston College

Presidente da tradicional fabricante de sopas desde 2011, Morrison trabalha há mais de 30 anos na indústria de alimentos.

A psicóloga e economista também já trabalhou como executiva em empresas como Kraft Foods Nabisco, Nestlé e Pepsi-Cola.

Michael Dell

Empresa: Dell
Formação acadêmica: Grau incompleto
Instituição: Universidade do Texas

Proveniente de uma família de médicos, o fundador e presidente da Dell fez um curso preparatório para medicina e biologia.

Logo se interessou pelo mundo dos negócios e da tecnologia e abandonou o projeto de obter um diploma acadêmico para se dedicar a empreender.

A decisão não agradou aos pais de Dell, de acordo com uma entrevista concedida ao USA Today.

Samuel Palmisano

Empresa: IBM
Formação acadêmica: História
Instituição: John Hopkins University

Presidente da IBM até 2011, começou sua carreira na empresa de tecnologia nos anos 1970.

Desde 2003, é conselheiro da Bloomberg LP.

Na juventude, Palmisano destacou-se como jogador de futebol americano e saxofonista em uma banda de jazz, conforme disse ao jornal New York Times.

Carly Fiorina

Empresa: Hewlett-Packard
Formação acadêmica: História medieval e filosofia
Instituição: Universidade de Stanford

Presidente da Hewlett-Packard até 2005, Fiorina trabalhou como secretária e recepcionista enquanto estudava, como afirmou em entrevista ao Wall Street Journal.

Mais tarde, concluiu um MBA em marketing na Universidade de Maryland e um mestrado em Administração pelo MIT.

Após sua saída da HP, Fiorina entrou para o mundo da política, candidatando-se ao Senado americano em 2010 pelo partido republicano e apoiando causas conservadoras.

Stephen Schwarzman

Empresa: Blackstone Group
Formação acadêmica: Estudos interdisciplinares
Instituição: Yale

Schwarzman é formado numa área que mistura psicologia, sociologia, antropologia e biologia, como explicou à revista Fortune.

Ele foi um dos fundadores da multinacional deprivate equity que hoje preside.

O executivo obteve um MBA na escola de negócios de Harvard e trabalhou como professor adjunto na escola de administração de Yale.

Christopher Connor

Empresa: Sherwin-Williams
Formação acadêmica: Sociologia
Institução: Ohio State University

Connor entrou para a empresa de tintas em 1983, como diretor de publicidade, cinco anos após sua graduação. Assumiu a presidência em 1999.

Em entrevista à revista IBMag, disse que sua formação em ciências humanas o ajudou como executivo porque “negócios têm a ver exatamente com isso: entender as necessidades dos seus funcionários e clientes”.

Fonte: Exame