O processo de globalização fortaleceu a relação entre as instituições financeiras e ampliou as negociações entre elas. Entretanto, muitas empresas apresentavam particularidades quanto às normas contábeis adotadas e isso dificultava a mensuração das transações. Neste cenário, surgiu a necessidade de utilizar um padrão único para análise das demonstrações contábeis, e muitos países decidiram pela adequação às Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS). No Brasil, estas normas estão sendo adaptadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) regidas pela lei 11.638/07.

O que é o IFRS?

O IFRS (International Financial Reporting Standards) é um conjunto de normas internacionais de contabilidade, emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board) e criadas com o objetivo de padronizar os procedimentos contábeis e critérios de negociação.

Por que houve a adequação do IFRS no Brasil?

Além disso, empresas nacionais que possuíam ações negociadas em bolsas estrangeiras tinham de elaborar suas demonstrações contábeis a partir das normas brasileiras e das internacionais. Tal fato elevava o custo e o tempo necessários para elaboração dessas demonstrações, as quais são necessárias para o cumprimento das obrigações legais.

Sendo assim, optou-se por padronizar as normas contábeis brasileiras a partir das normas internacionais emitidas pelo IASB. Este órgão emite pronunciamentos contábeis de alta qualidade e exerce papel de liderança na convergência global das normas contábeis.

Mudanças em decorrência da adequação às normas internacionais de contabilidade

Adequação às normas internacionais de contabilidadeA padronização das normas de contabilidade brasileiras ocasionou mudanças na área contábil, uma delas foi a alteração no conceito de ativo. Para um bem ser classificado desta forma não é necessário pertencer à uma empresa. A instituição que detém o controle do ativo e, portanto, as melhorias produzidas por ele, não precisa dispor de sua propriedade para que este seja considerado nas Demonstrações Contábeis. Os ativos tangíveis e intangíveis são definidos de acordo com a possibilidade de geração de melhorias financeiras para a instituição, como fluxo de caixa líquido positivo, por exemplo.

A lei 11.638/07 tornou obrigatória a divulgação dos fluxos de caixa para indicar a proveniência do dinheiro que entrou e saiu do caixa da empresa em um certo período. Isso gerou maior transparência com relação à maneira com que a instituição gerencia seus recursos e trouxe mais informações contábeis de qualidade. Da mesma forma, a geração e distribuição de riquezas das instituições também passou a ser registrada.

Empresas impactadas

As empresas que sofreram mais mudanças devido à adequação das normas internacionais de contabilidade foram as Sociedades Anônimas de Capital Aberto, uma vez que possuem capital formado por ações negociadas no mercado.

Entretanto, a adequação se estendeu também às empresas que não possuem capital na bolsa de valores, além de pequenas e médias empresas. Este fato ocorreu devido ao maior interesse dos investidores por instituições que estivessem em conformidade com as normas em questão.

Benefícios da adequação às normas internacionais de contabilidadeAdequação às normas internacionais de contabilidade

 A adequação às normas internacionais de contabilidade propiciou um aumento na comparabilidade e qualidade das demonstrações financeiras e, consequentemente, tornou as empresas e o Brasil mais atrativos para investidores estrangeiros, impulsionando a economia do país.

Houve também um aumento na eficiência das empresas que se adequaram, uma vez que as atividades contábeis foram padronizadas e otimizadas. Além disso, as normas não são somente de cunho fiscal, podendo ser utilizadas para contabilização das ações que alteram o patrimônio das empresas e para tomada de decisões gerenciais.

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