A avaliação de máquinas e equipamentos não é uma tarefa simples. Ela exige um profissional que tenha experiência e conhecimento amplo sobre o assunto. Além disso, maquinários e equipamentos raramente são aproveitados ao máximo pela empresa. Ociosidade, depreciação, maus usos são alguns dos fatores que resultam em perdas financeiras. Além desses, existem diversos outros motivos para realizar esse tipo de avaliação. Nesse post vamos falar os 10 motivos pelos quais você deve avaliar seu maquinário e como é feita essa avaliação.

Motivos para começar já a realizar a avaliação de máquinas e equipamentos da sua empresa:

1 – Atender às exigências da lei (fisco), do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC e da ABNT – NBR 14.653-5:2006, Avaliação de bens – Parte 5: Máquinas, equipamentos, instalações e bens industriais;

2 – Empresas que possuem a gestão desses bens têm mais facilidade em controlá-los, por meio de criação de normas de utilização e conscientização dos trabalhadores. O cuidado com os equipamentos/maquinários/mobiliário/utensílios aumenta o retorno sobre eles e maximiza seu tempo útil;

3 – Evitar furtos. Em casos de pouco controle sobre o patrimônio é muito comum o desvio de recursos e furtos eventuais. Em contrapartida, nas empresas que têm um controle rígido, essas situações são menos comuns;

4 – Evitar desperdício. Toda empresa busca reduzir custos e a minimização de desperdício é um importante quesito nessa busca. Conhecer seu patrimônio evita gastos desnecessários, além de otimizar os processos de compra na empresa;

5 – Captação de recursos e renegociação de dívidas. Fazendo a avaliação do patrimônio, a empresa transmite ao mercado mais organização e profissionalismo, o que pode gerar bons investimentos, fortalecer a sua imagem perante às instituições financeiras e, consequentemente, melhorar suas potenciais garantias;

6 – Fusões e Aquisições. Pode ser muito útil e relevante em uma eventual negociação possuir a avaliação desses bens. É importante também para compor o Valuation da empresa – pré-requisito para operações desse tipo. (Saiba mais sobre Valuation no meu artigo “Você sabe o valor da sua empresa?”);

7 – Tomada de decisões. Sabendo ao certo o seu patrimônio é mais fácil tomar decisões como: “É necessário comprar mais uma máquina? “; “Em quanto tempo? “; “Os equipamentos que tenho na empresa estão abaixo ou acima do necessário para maximizar a minha rentabilidade? ”, entre outras;

8 – Para fins de seguro. Empresas que não têm o controle sobre suas máquinas e equipamentos podem estar perdendo dinheiro e pagando prêmios maiores de seguro referentes ao valor do patrimônio de quando foi feito a compra do ativo fixo e não do seu valor atual, já descontando a depreciação. Leia nosso artigo sobre Avaliação Patrimonial para fins de seguro clicando aqui.

9 – Certificados de qualidade e atendimento às fiscalizações e auditorias. A maioria dos certificados de qualidade exigem o controle patrimonial sobre seus bens. A ISO-9000, por exemplo, exige um controle atualizado e correto. Além disso, a empresa deve estar sempre preparada para eventuais fiscalizações e auditorias;

10 – Planejamento tributário. A avaliação patrimonial permite um melhor planejamento tributário, evitando que se pague além do necessário ou que não ocorram sonegações e futuros problemas para a empresa, como casos de omissão de renda.

Avaliação de máquinas

Agora que você já sabe porque uma empresa deve fazer a avaliação do seu patrimônio, é hora de entender como essa avaliação é feita pelos engenheiros.

No caso da avaliação de equipamentos e máquinas, alguns dos fatores mais importantes a serem analisados são custo e sua utilidade. O engenheiro determina, a partir de seus conhecimentos acerca do assunto e da complexidade do ativo, o valor e o custo.

O primeiro passo é determinar a finalidade do laudo de avaliação que será feito. Ele pode ter diferentes abordagens se for para inventário, avaliação do ativo, se for para garantias bancárias e fins de seguro.

A avaliação de equipamentos e máquinas contemplas itens como informações de mercado, renda que a máquina é capaz de produzir, estado de conservação da máquina/equipamento, custo e depreciação. Veja as seguir como o laudo é feito e sempre exija as referências normativas em seu laudo (veja aqui o nosso post sobre o assunto):

As 5 etapas do processo de avaliação de Máquinas, Equipamentos e demais ativos imobilizados:

1ª etapa: Inventário dos bens da empresa.

Realizar o levantamento dos itens, sendo cada item um ativo fixo. Durante esta etapa, é feito o emplaquetamento e registros fotográficos, descrevendo o bem e localizando-o.

2ª etapa: Avaliação dos ativos.

Na avaliação dos ativos é identificado o custo de reposição, o valor justo e o valor residual (valor que se espera receber pelo bem ao final da vida útil).

3ª etapa: Revisão das vidas úteis                            

A revisão das vidas úteis atribui ao bem a vida útil econômica, que se trata da vida útil real que a empresa espera utilizar o bem; a vida transcorrida, ou seja, o tempo que o bem já foi utilizado e a vida remanescente, que é o tempo que o bem ainda será utilizado.

4ª etapa: Conciliação de dados

Comparar os dados da base contábil com as informações do inventário físico. Durante a conciliação de dados são gerados 3 relatórios: bem conciliados, sobras contábeis e sobras físicas.

As sobras contábeis são aqueles bens que são contabilizados sem a existência real. Já as sobras físicas são os bens existentes, mas sem registros contábeis.

5ª etapa: Teste de Impairment

Essa etapa é fortemente recomendada porque verifica se o valor contábil dos bens excede o valor recuperável – que é o maior valor entre o valor justo de despesas de venda e o valor em uso. (Saiba mais sobre isso no artigo “Teste de Impairment: conceito, regras e metodologias”).

Essas são as etapas básicas, ou seja, é possível também realizar etapas adicionais, como por exemplo a elaboração de manuais para uma melhor utilização do patrimônio da empresa, treinamento de equipe interna ou até mesmo a instalação de um software especializado em controle patrimonial. Com o processo concluído, é gerado um laudo de controle patrimonial ou gestão do ativo imobilizado, que junta todas essas informações em um relatório para análise dos dirigentes, auxiliando-os a definir regimentos internos, modos de utilização de cada máquina/equipamento, compras a serem feitas, entre outras decisões importantes para o crescimento de uma empresa.

Para quem ainda nunca realizou o controle patrimonial, ou não conseguiu fazer a gestão de maneira correta, a Investor desenvolveu uma ferramenta que permite fazer a gestão dos seus ativos imobilizados em uma planilha automatizada no Excel de forma simplificada, dividida em três passos. Entendemos que cada empresa tem uma demanda específica e deve ser trabalhada de forma única e personalizada, no entanto, a planilha já é um ótimo começo. Baixe a planilha gratuitamente, clicando no link abaixo.

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