O brasileiro-suíço Jorge Paulo Lemann é apontado como detentor da nona maior fortuna na Europa, estimada em 23 bilhões de francos suíços, ou R$ 56,7 bilhões. Em um ano, a fortuna de Lemann teria aumentado 3,6 bilhões de francos suíços, ou R$ 8,8 bilhões, representando uma alta de 18,5% no período. Os cálculos e a classificação são da revista de negócios suíça Bilan, em edição especial sobre os cem mais ricos da Europa, que nunca nenhum bilionário citado tratou de desmentir.

Lemann detém 13% da AB InBev, que triplicou sua capitalização na bolsa desde 2008. Ele tem participações na rede de lanches rápidos Burger King, no fabricante de catchup Heinz, no setor imobiliário, entre outros.

A família do imperador do aço Lakshmi Mittal, com 15,4 bilhões de francos (RS 38 bilhões ); a família Porsche, da indústria automotiva alemã, com 11 bilhões de francos (R$ 27 bilhões); a herdeira do império cervejeiro holandês Heineken, Charlene de Carvalho-Heineken, com 9,8 bilhões de francos (R$ 24 bilhões ); ou ainda o príncipe Hans-Adam von Liechstenstein, com 7,5 bilhões (R$ 18,5 bilhões ), que tem quase um pequeno país na fronteira com a Suíça, fazem todos pálida figura em comparação a Lemann na lista.

Outra família brasileira na lista é a de Joseph Safra, apresentada como a 40ª maior fortuna da Europa, estimada em 13 bilhões de francos suíços, ou R$ 32 bilhões. Não há cálculo de quanto aumentou a riqueza em um ano porque é nova na classificação. O filho Jacob, 39 anos, reside na Suíça, onde dirige o grupo J. Safra Sarasin.

Em comparação aos dois, a família suíça Landolt, dos herdeiros do fundador da Novartis (ex-Sandoz), tem uma fortuna mais modesta, de 8,2 bilhões de francos suíços, ou R$ 20,3 bilhões, ficando na 76ª posição dos 100 mais ricos do velho continente.

Pierre Landolt, o herdeiro mais conhecido, vive discretamente em sua fazenda Água de Tamanduá, de 3 mil hectares no interior da Paraíba, onde pratica a agricultura ecológica, acompanhado de sua mulher parisiense Catherine.

Pierre deixa de tempos em tempo o sertão paraibano para participar do conselho de administração do grupo farmacêutico Novartis, do qual é membro graças aos 3,3% detidos pela Fundação Sandoz. Tem também participação na Syngenta, no produtor de relógios de luxo Parmigiani Fleurier, em hotéis como Beau-Rivage e Hotel d’Anglaterre em Genebra e no operador de telecomunicações Interoute.

Em um ano, a riqueza da família Landolt aumentou 1,2 bilhão de francos suíços, ou RS$ 2,9 bilhões, conforme a revista helvética.

A fortuna total dos cem mais ricos da Europa é estimada é 1,327 trilhão de francos suíços (R$ 3,2 trilhões), num salto de 11% em relação ao ano anterior. A soma equivale a dois terços do PIB em 2013 do Brasil, sexta maior economia do mundo.

O espanhol Amancio Ortega Gaona, dono do grupo têxtil Zara, lidera a lista dos bilionários europeus com 58,8 bilhões de francos suíços (R$ 145 bilhões). Seu patrimônio aumentou 9,7 bilhões de francos (R$ 24 bilhões) em um ano.

A família sueca Kamprad, que controla a Ikea, número um mundial de móveis, vem em segundo lugar, com 42 bilhões de francos suíços, sendo 2,6 bilhões a menos do que em 2013.

O francês Bernard Arnault, imperador do luxo com mais de 60 marcas prestigiosas (Don Pérignon, Bulgari, Louis Vuitton, Dior, Givenchy etc.) tem fortuna de 31,5 bilhões, e fica na terceira posição. Aumentou o patrimônio em 1,7 bilhão de francos em um ano, segundo a revista.

Fonte: Valor Econômico