A semana está terminando com boas notícias de investimentos para o Brasil, transações importantes marcaram a semana no mercado de capitais e fusões e aquisições. Acompanhe os destaques da semana selecionados pela nossa equipe:

Natulab

Com foco no mercado brasileiro, a Natulab, empresa farmacêutica controlada pelo Pátria Investimentos, planeja crescimento no país em 2016 com aquisições. Empresas com faturamento de em média R$ 150 milhões, do segmento de medicamentos de prescrição são potenciais alvo da Natulab. No entanto, de acordo com Wilson Borges, presidente da empresa, podem chegar a um valor maior caso surja uma boa oportunidade.

Os investimentos serão pagos com o dinheiro do caixa e aportes adicionais do Pátria Investimentos, que comprou em 2013 o controle da Natulab, uma operação estimada pelo mercado em R$ 130 milhões. A empresa está analisando oportunidades desde o ano passado e pretende fechar pelo menos uma aquisição em 2016, e um segundo negócio em 2017/2018. A expectativa é de uma acomodação nos preços, que subiram de forma significativa. O valor das operações de compra e venda de laboratórios no país chegou a corresponder a 10 vezes o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Consequência do interesse de multinacionais em operações locais e dos prognósticos positivos para as vendas de medicamentos no longo prazo.

H.I.G. Capital

A gestora americana H.I.G. Capital fechou a captação de um fundo de US$ 740 milhões (R$ 2,7 bilhões) para a América Latina, com maior concentração dos recursos no Brasil.

Com US$ 19 bilhões sob gestão, a H.I.G. Capital é especializada no investimento em empresas de médio porte. A gestora já fechou 14 negócios no Brasil, desde 2012, entre eles a rede de escolas de idiomas Cellep e a farmacêutica Halex Istar. Nos próximos anos, com o fundo novo, a H.I.G. pretende fazer mais 25 a 30 investimentos. A gestora tem como alvo empresas com receita entre R$ 100 milhões e R$ 400 milhões e pode comprar tanto participações minoritárias como de controle. O investimento médio deve ficar em R$ 100 milhões por negócio.

Marfrig

A Marfrig, empresa do setor alimentício, anunciou a venda da maior parte de suas unidades na Argentina para a empresa Black Bamboo Enterprises S.A., ligada ao Grupo Foresun, da China. O valor da operação foi de US$ 75 milhões (R$ 277,33 milhões)

São unidades frigoríficas – Hughes, na Província de Santa Fé; Vivoratá, em Buenos Aires; e Unquillo, em Córdoba – e uma de confinamento – Monte Ralo, em Córdoba. A Marfrig continua operando a unidade frigorífica de Villa Mercedes, na Província de San Luis.

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