O laudo de avaliação para fins de seguro é feito com o objetivo de estabelecer o valor justo pago pela contratação de um seguro, que envolve limites indenizáveis e franquias. Este laudo deve ser feito por uma empresa especializada em engenharia de avaliações e é pautado nas determinações normativas da NBR 14653 da ABNT.

Por que solicitar um laudo de avaliação para fins de seguro?

As inovações tecnológicas, bem como novos investimentos e transformações no cenário mercadológico, causam constantes alterações em complexos industriais dos mais diversos segmentos. É necessário, portanto, que seja feito o monitoramento dos valores em risco, para evitar o investimento em apólices de seguro com valores sub ou superestimados. No primeiro caso, pode-se entrar em cláusula de rateio, a qual determina que, quando o valor em risco supera o limite máximo indenizável, o valor excedente é custeado pelo segurado. No segundo, os custos do segurado seriam elevados desnecessariamente.
Além disso, as informações contidas no laudo de avaliação para fins de seguro apresentam uma atualização técnica de depreciação dos ativos e fornecem informações importantes para que os Gerentes de Risco formatem as apólices de seguro.

Principais objetivos da avaliação para fins de seguro:

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, o laudo de avaliação para fins de seguro tem como objetivo estabelecer valores como:
– Custo de reposição/reprodução novo: “É o custo de repor ou substituir um bem por outro novo, com as mesmas características, utilidade e capacidade operacional semelhante. ”
– Custo de reedição (valor atual): “É definido pelo custo de reposição novo menos a depreciação física decorrente do desgaste relativo ao uso, idade, quebra ou quaisquer agentes externos, além da obsolescência tecnológica.”
– Valor máximo para seguro: “É igual ao custo de reprodução/reposição novo, quando a depreciação física do bem for inferior a 50%, ou, igual ao dobro do valor de reedição/valor atual quando a depreciação física do bem for superior ou igual a 50%. ”
– Valor do dano elétrico: “É o valor do dano máximo possível que um bem poderá sofrer na sua parte elétrica. Esse valor varia para cada tipo de equipamento, em função de suas características construtivas, utilidades e quantidade de componentes e agregados eletroeletrônicos. ”

Informações necessárias para elaboração de laudos para fins de seguro:

Um laudo de avaliação para fins de seguro deve contemplar:

•Caracterização da unidade objeto da avaliação;
•Definição dos valores apurados;
•Metodologia adotada na avaliação;
•Localização dos ativos por planta;
•Descrição detalhada de cada um dos ativos;
•Número de patrimônio;
•Valor de reposição;
•Fatores de depreciação física e funcional adotados;

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•Valor atual;
•Valor máximo para seguro;
•Valor percentual total dos ativos importados;
•Pesquisas de mercado;
•Fontes de consulta;
•Documentação fotográfica;
•Planta do imóvel (fornecida pelo cliente).

É importante ressaltar que, no caso de bens móveis, devem ser informados:

• Caracterização do bem (tipo, modelo, dimensões);
• Procedência;
• Fabricante e ano de fabricação;
• Capacidade de produção e informações sobre o sistema elétrico;
• Operacionalidade individual;
• Obsolescência ou atualidade;
• Instalações necessárias ao funcionamento.

E no caso de bens imóveis, devem ser apresentados tópicos contendo:

•Determinação da área de risco;
•Alterações feitas em relação à planta;
•Caracterização da estrutura do bem (material empregado, tipo de acabamento);
•Instalações referentes ao sistema elétrico, hidráulico e de climatização;
•Estado de conservação e idade.

Para que os riscos sejam corretamente gerenciados, é importe a contratação de uma empresa especializada em engenharia de avaliações. Um laudo elaborado de acordo com a NBR 14.653, além de gerar informações verídicas e coerentes, também detém maior credibilidade no mercado e principalmente nas instituições financeiras.

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