O sonho das fabricantes de cachaça é que todo estrangeiro que desembarcar no Brasil para a Copa experimente o destilado nacional ou, pelo menos, quando pedir caipirinha que ela não seja feita com vodca. As principais marcas de aguardente do país querem aproveitar o evento para alavancar a imagem internacional da bebida, cujas exportações correspondem a apenas 1% do volume produzido.

Estima-se que o Brasil tenha quatro mil marcas de cachaça, produzidas por dois mil estabelecimentos. De forma isolada, as fabricantes têm promovido ações de marketing para aproveitar a Copa. A pernambucana Pitú investiu cerca de R$ 1 milhão para inaugurar museu sobre a história da cachaça em Vitória de Santo Antão (PE). Em paralelo, fechou parceria com a Dufry, rede de lojas de produtos importados, para promover degustação de drinques nas lojas do Rio e São Paulo.

Dona da Cachaça 51, a Companhia Mullër lançou uma nova embalagem e reforçou a distribuição nas cidades-sedes do evento. Thyrso Camargo, sócio da Yaguara, diz que a Copa do Mundo no México, em 1970, ajudou bastante a alavancar as vendas de tequila no exterior e o mesmo fenômeno pode ocorrer no Brasil. Frequentemente elaborada com vodca, a caipirinha é mais conhecida no exterior do que a cachaça, informa Camargo. “É preciso ampliar o uso do produto na coquetelaria e também na gastronomia.”

Fonte: Valor Econômico