Uma das melhores formas de medir o estado mental e competência geral de um fornecedor de TI é por meio de suas atividades de fusões e aquisições. Está entre os últimos fornecedores em um mercado emergente com uma aquisição, cobrindo a oferta de outro concorrente? As aquisições somam algo maior do que a soma de suas partes? As maiores aquisições são ousadas, até ações não convencionais, ou são jogadas óbvias para comprar renda, fatia de mercado ou novos clientes?

Considere os mais aquisitivos fornecedores de TI dos últimos anos: Salesforce.com, Oracle, IBM, SAP, Dell e Hewlett-Packard. O que as empresas que elas compram, e no momento em que compram, dizem sobre suas habilidades de executar estratégias de longo prazo? Muito.

Salesforce.com. É, se duvida, a menor e mais focada fornecedora de TI nesse grupo, e é, também, a que está crescendo mais rápido, prestes a aumentar em 32% a renda deste ano, para cerca de US$ 3 bilhões. A empresa está se beneficiando com uma série de aquisições para ir além de automação de força de vendas para marketing (Buddy Media), RH (Rypple) e análise de sentimento (Radian6). As correntes mais comuns: aplicativos ricos em mídia social baseados em nuvem.

A Salesforce.com é uma força a ser avaliada no longo prazo, imaginando que ela (e sua fatia de mercado de US$ 18 bilhões) não seja adquirida por nenhuma das empresas a seguir.

Oracle. Pequena e focada são adjetivos nada apropriados para a Oracle, que adquiriu cerca de 20 empresas desde a compra da Sun, em 2010, por US$ 7.4 bilhões. Entre essas aquisições estão: Pillar Data Systems (sistemas de armazenamento), Endeca (software de e-commerce e business intelligence), FatWire Software (gerenciamento de conteúdo web), RightNow (aplicativos CRM baseados em nuvem) e Teleo (aplicativos de RH baseados em nuvem).

As correntes mais comuns da Oracle são a suíte de aplicativos Fusion (seis anos de trabalho para criar e unir aplicativos existentes com PeopleSoft, JD Edwards, Siebel e outros aplicativos) e a linha Exa de ferramentas de integração entre hardware e software. O sucesso financeiro da Oracle fala por si. Mas, como meu colega ArtWittmann escreveu, o recente lançamento da nuvem Oracle, uma tentativa de lançar tudo junto (de PeopleSoft, a Sun, a RightNow e Teleo) esteve na boca do povo. A Oracle pode estar fazendo muito para si mesma, mas precisa agir melhor com seus clientes.

IBM. Vou dizer apenas isso sobre a IBM: tem uma visão interessante, Smarter Planet, e tem adquirido desde cedo e com frequência para alimentar essa visão. Um ótimo exemplo foi a compra da PWC Consulting, em 2002, por US$ 3.5 bilhões, uma ação ousada no negócio de consultoria. Outro ponto do pensamento Smarter Planet é business intelligence e análises de dados, hoje competência central que a IBM criou com Cognos, SPSS,Netezza e diversas outras aquisições menores. Recentemente, a IBM tem preparado o caminho para o próximo grande mercado de tecnologia do negócio, automação de marketing, arrebatando a Coremetrics, Única e Tealeaf.

SAP. O que Business Objects, Sybase, TomorrowNow,SuccessFactor e Ariba têm em comum? Não muito – além de serem todas grandes aquisições SAP. O acordos com aBusinessObjects (business intelligence) e Sybase (ferramentas móveis e bancos de dados) produziram ótimos resultados, mas ainda é cedo para avaliar seSuccessFactors (HR) e Ariba (compras) irão elevar a SAP como líder na nuvem, depois do inicio lento e doloroso da empresa com o Business ByDesign. Um desastre sem precedentes foi a TomorrowNow, adquirida em 2005 para fornecer serviços de suporte técnico às licenças dosoftware rival PeopleSoft. A TomorrowNow, fechada em 2008, acabou custando mais de US$ 300 milhões para SAP em danos legais, depois de admitir infringir os direitos autorais da Oracle no software PeopleSoft.

Dell. Depois de evitar aquisições em sua primeira década, a Dell comprou diversos fornecedores de data center e computação em nuvem nos últimos anos. EqualLogic eCompellent colocaram a Dell no mercado de armazenamento. A Force10 a colocou no mercado de switches de Ethernet. SecureWorks, SonicWall eAppAssure reforçaram segurança. E Clerity, MakeTechnologies e Wyse vão ajudar a Dell a modernizar aplicativos legados de clientes. Não tem estilo, mas é uma estratégia cumulativa e consistente.

HP. Por fim, e possivelmente a menos importante, está a HP, que, em seu terceiro CEO em dois anos, ainda vacila quando se trata de definir visão. A empresa adquiriu a Compaq, por US$ 25 bilhões, em 2002 e a Palm, por US$ 1.2 bilhão, em 2010, só para encenar a saída desses negócios no ano passado… E reverter o curso (de certa forma), este ano, sob o novo comando de Meg Whitman. A HP desembolsou cerca de US$ 10 bilhões para comprar a empresa de software de gerenciamento de conteúdo,Autonomy, e um valor nunca divulgado para a compra daVertica, empresa de software de análise, no ano passado, após o fracasso de sua plataforma de big data, Neoview, desenvolvida internamente; e muito depois de a IBM e EMC terem adquirido a líder de mercado daquele setor. A HP venceu a guerra contra a Dell e adquiriu da fornecedora de armazenamento 3Par, mas os US$ 2.3 bilhões pagos foram mais de duas vezes a oferta inicial da Dell. A HP ainda está tentando entender a aquisição da EDS, por US$ 13.9 bilhões, em 2008. Por Rob Preston

 

Fonte: InformationWeek EUA