Quanto vale a sua empresa?

  • 23 de março, 2016
Valor da Empresa

Você saberia responder essa pergunta com precisão? Não? Deveria. Em nossa sociedade, dentro de um sistema capitalista, o que realmente importa em uma empresa, ou investimento, é sua capacidade de gerar caixa. E no contexto econômico, no qual a palavra de ordem é recessão, cabe aos empresários, acionistas e investidores buscarem alternativas que garantam a manutenção dos lucros nos negócios. Então, como medir valor da empresa?

O Valuation tem como uma de suas funções servir como ferramenta de aperfeiçoamento do processo decisório e da estratégia corporativa. Em outras palavras, uma de suas aplicações é proporcionar uma gestão baseada em valor, avaliando o impacto das decisões estratégicas no desempenho financeiro e operacional das empresas.

Ele também é extremamente importante, se não imprescindível, em processos de fusões e aquisições, já que tem como objetivo estimar uma faixa de referência do valor da empresa a ser negociado nessas transações. Ao longo do ano de 2015, o mercado brasileiro registrou 1.017 transações, entre anunciadas e concluídas, as quais movimentaram um montante de aproximadamente R$ 242 bilhões segundo relatório mensal do Transational Track Record (TTR). E todas essas operações precisaram da valoração das empresas envolvidas na negociação para acontecer.

Quanto maior a capacidade de geração de resultado da empresa, maior o seu valor. Esse processo envolve a projeção dos resultados futuros da empresa, através de estimativas de faturamento, custos e despesas operacionais, investimentos e financiamentos, levando em consideração informações relevantes, tais como crescimento do mercado, cadeia produtiva e tendências.

Os fluxos de caixa são, então, descontados a uma taxa que reflete o risco do negócio e permite trazer os valores futuros projetados ao seu valor equivalente no presente. Para o cálculo dessa taxa de risco, algumas das mais brilhantes teorias de investimento já desenvolvidas pelas academias de economia e finanças se unem em um só modelo, baseado no simples conceito da relação entre risco e retorno. Esta é combinada à capacidade de geração de caixa da empresa, formando um modelo capaz de calcular o valor intrínseco da empresa.

Apesar da relativa padronização dos critérios de avaliação e de sua aceitação no mercado, não existe apenas uma resposta correta para cada uma dessas premissas envolvidas no valor de uma empresa, o entendimento profundo da metodologia e o distanciamento emocional em relação ao processo conferem uma grande vantagem nas negociações.

É importante, portanto, que os trabalhos de Valuation recebam a devida importância dos gestores e dos acionistas das empresas avaliadas, os quais devem prezar por um serviço de qualidade, desenvolvido por especialistas experientes e embasado nas melhores técnicas do mercado, a fim de assegurar um bom resultado.

Em meio a um cenário cada vez mais complexo e competitivo, vale lembrar que os acadêmicos não desenvolveram suas teorias para nos fascinar, nem somente para explicar a beleza dos mercados, mas principalmente para ajudar gestores e investidores na aplicação de modelos práticos que permitam a solução de problemas e a otimização dos seus investimentos.

Rodrigo Oliveira – Diretor Geral da Investor.

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