Empresária fazendo analise de documentos em seu computador

Por Adriano Perdigão

Gerente de Marketing da Partners Comunicação Pro Business*

Foi-se o tempo em que as fusões e aquisições de empresas se resolviam tão somente com assinaturas e apertos de mão. Hoje em dia, graças à evolução tecnológica e à globalização, as organizações são muito mais complexas. E trazem, em seu bojo, a própria cultura, workflows, processos, sistemas e infraestrutura.

Essa nova realidade faz com que a integração entre duas ou mais empresas demande, acima de tudo, precaução e apuração. Tanto da saúde financeira de cada uma delas, como de passivos e peculiaridades que podem pegar de surpresa os novos sócios.

E é apenas por meio de uma comunicação estratégica, capaz de esclarecer os pormenores organizacionais para todos os envolvidos, que o chamado due diligence surge para minimizar os riscos, conforme iremos explicar mais a fundo neste artigo. Continue lendo!

 

Due diligence: o que ele é?

Entendido popularmente como uma “auditoria”, o due diligence, na verdade, significa diligência prévia (em tradução livre do inglês) e consiste em todo o processo de estudo, análise e a avaliação detalhada de informações acerca de empresas que porventura são alvo de uma negociação (conhecida como “target” – alvo), especialmente antes da tomada de decisões.

 

Qual a função do Due Diligence?

Homem de negócios analisando documentos para realizar due dilligence

O due diligence visa identificar, em relação ao target, problemas que podem comprometer a fusão ou aquisição, ou seja, possíveis distorções decorrentes de práticas empresariais passadas. Esses problemas podem ter um espectro variado e são originados de qualquer departamento da empresa. Assim, eles costumam ser de natureza:

– financeira;
– contábil;
– previdenciária;
– trabalhista;
– imobiliária;
– tecnológica;
– jurídica.

 

Como executar a diligência prévia?

Antes de tudo, é recomendado reunir todos os fatos relacionados ao target. Para isso, uma equipe multidisciplinar, que tenha conhecimento técnico sobre os diversos departamentos da empresa em questão, deve ser formada. Serão contadores, advogados, técnicos e economistas, em suma, que terão como objetivo maior a coleta de respostas que facilitarão a tomada de decisões. Podemos citar como exemplos de perguntas:

– Como está a saúde financeira da empresa, bem como seu fluxo de caixa e seu capital de giro?
– Existem passivos trabalhistas, como processos e ações impetradas por funcionários ou ex-funcionários?
– As demonstrações contábeis estão devidamente esclarecidas?
– A documentação da empresa está em dia?
– A empresa declara o imposto de renda em conformidade com a lei?
– A empresa corre risco de falir?

Estes são apenas alguns dos questionamentos que, quando respondidos durante o due diligence, visam fundamentar uma tomada de decisões tanto às claras quanto possível. É importante destacar que, quanto melhor for executado esse processo, menores as chances de risco para a operação. Embora eles ainda possam vir a ocorrer no futuro, em função de inúmeros outros fatores, como veremos a seguir.

 

Como estratégias e ferramentas de comunicação se relacionam com isso?

Como você deve ter observado pelo tópico anterior, a essência do due diligence é justamente a comunicação baseada na coleta de informações por meio das ferramentas mais adequadas disponíveis hoje no mercado. Quanto mais transparente for a comunicação, menos nebulosa tende a ser uma operação que envolve, principalmente, muito dinheiro, bem como o futuro de trabalhadores, acionistas e sócios.

É por isso que o due diligence demanda processos de comunicação integrados, independentemente da plataforma – e a Nuvem (cloud computing) é um grande facilitador disso. É fato que, quanto maior for a integração da comunicação ao decorrer da etapa de descobrimento e até mesmo após a fusão ou aquisição, mais problemas poderão ser desvendados ou prevenidos.

Num modelo simplista, tudo isso se resolveria a partir de uma auditoria bem feita, com números divulgados na íntegra e protocolos respeitados.  Mas uma organização compreende muito mais que isso: na fusão ou aquisição de uma empresa, são duas ou mais culturas, dois ou mais processos que podem ou não entrar em choque dependendo da qualidade da comunicação.

 

Um é bom, mas dois pode ser demais, caso a comunicação não esteja em primeiro plano

Empresária usando um software em seu computador

O mercado mundial é farto em casos de fusões e aquisições promissoras que vieram a ser desmanchadas no curto prazo por causa de uma comunicação falha e não estratégica. Afinal, se apenas uma organização já apresenta custo e tempo para integrar todos os setores mediante um objetivo, quando colocamos duas organizações diferentes, ou uma nova organização que absorve outra para atingir o mesmo objetivo, temos uma complexidade ainda maior nas relações de trabalho.

A derrocada de um grande número de fusões e aquisições tende a ser agravada pela falta de conexão entre trabalhadores antigos e novos, diretores, presidentes; bem como a incapacidade para se padronizar plataformas e agendas sinérgicas que, de preferência, resultem em metas cumpridas em conjunto. Comunicação integrada significa falar a mesma língua (até mesmo literalmente) e entender o que as demais pessoas fazem, em outro lugar do mundo.

O exemplo do documentário “Indústria americana”

O ótimo documentário vencedor do Oscar em 2020, “Indústria americana”, dirigido por  Julia Reichert e Steven Bognar, e produzido pelo casal Obama, é pródigo ao mostrar como a falta de comunicação, agravada pelas barreiras linguísticas e o embate entre culturas tão diferentes como a americana e a chinesa, comprometeu o futuro de um empreendimento promissor.

O filme mostra a completa inabilidade dos americanos para se adaptarem não só à linguagem, mas da rotina extremamente focada dos colegas chineses, o que resulta em perdas inestimáveis para a fábrica e confrontos até mesmo de ordem trabalhista. Isso fez da empresa, que trouxe mais vagas de trabalho a uma comunidade americana de Ohio, um verdadeiro barril de pólvora.

A situação, é claro, poderia ter sido evitada desde o início, com um processo de due diligence que identificasse esse potencial embate cultural e fornecesse estratégias de comunicação mais eficientes para alinhar todos os trabalhadores à mesma plataforma.

Boa parte dos empresários e gestores de sucesso já entende o papel que uma boa assessoria em comunicação desempenha em todo o processo de due diligence. E quanto a você, ainda não deu esse passo? Basta contar, também, com o auxílio de uma empresa de renome como a Investor, que irá colocar à sua disposição profissionais especializados em due diligence, sempre com foco nos melhores resultados.

 

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A Partners Comunicação Pro Business possui 26 anos de mercado e acaba de ser eleita, pelo terceiro ano consecutivo, a maior agência de comunicação de Minas Gerais em número de colaboradores e em faturamento, segundo dados do Anuário da Comunicação Corporativa 2020, além de ser uma das dez maiores agências individuais do país, ou seja, que não compõe nenhum grupo empresarial. Com unidades em Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF), a Partners também está presente nas cinco regiões brasileiras, com especialistas multidisciplinares, sempre buscando o sucesso de cada cliente.

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