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Reavaliar faz parte da vida. Quem nunca tomou uma decisão que precisou ser revista? Ou ainda fez uma conta que precisou ser refeita? Saber dar um passo atrás e corrigir a rota tomada é uma arte e até a contabilidade se beneficia disso. Isso se dá com o Ajuste de Avaliação Patrimonial.

Excelentes empresários, contadores e controllers conhecem o conceito e fazem uso dele. Ora, manter a saúde financeira da empresa é saber usar todas as ferramentas disponíveis para que se conheça a sua real situação em determinado momento, não é?

Pois foi pensando nisso que o blog da Investor traz hoje o conceito de Ajuste de Avaliação Patrimonial. Você vai conhecê-lo, saber quando fazer, porque ele é importante, quais são os critérios de mensuração, como é feito o laudo e quais são os seus impactos.

Gestão é conhecimento. Então, continue lendo este artigo e tire o máximo proveito dele.

O que é o Ajuste da Avaliação Patrimonial?

Para conhecer melhor o conceito é importante voltarmos alguns anos no passado, mais precisamente a 2007. Neste ano houve o ajuste da Lei das S/A (Lei. 11.638/07), que introduziu a conta do Ajustes de Avaliação Patrimonial.

Saiba que essa conta tem por objetivo registrar as contrapartidas das variações de valor dos elementos do ativo e passivo, tanto os aumentos quanto as diminuições de saldos. Parece complicado? Não é tanto.

Entenda melhor: essa conta busca expressar o valor da avaliação dos bens em relação ao valor justo, aquele valor pelo qual um ativo pode ser negociado ou um passivo liquidado. Ou seja, a pergunta é se a avaliação feita dentro de um programa de controle patrimonial está de acordo com o valor justo ou se é necessária uma reavaliação.

Em outras palavras, o Ajuste da Avaliação Patrimonial é uma espécie de correção do valor dos bens que consta no balanço patrimonial em relação ao seu valor justo.

Quando e porque fazer a reavaliação?gestor-fazendo-o-ajuste-da-avaliaçao-patrimonial

Sempre que o valor justo divergir do valor contábil. Ou seja, neste momento em que você está lendo este artigo é uma boa hora para fazer o Ajuste da Avaliação Patrimonial.

É importante lembrar que o grande objetivo da Lei 11.638/07 é trazer transparência à gestão e às informações contábeis. Assim, estar em dia com o ajuste é manter a transparência contábil e evitar qualquer tipo de problema com o Fisco.

Também é fundamental ter controle patrimonial excelente, com um inventário de bens muito bem estabelecido, no qual esteja clara a relação entre bens e suas características técnicas como marca, modelo e capacidade, quantidade, estado de conservação e local em que se encontram.

Critério de mensuração

Muita gente tem dúvidas sobre a mensuração, que neste caso é um valor subjetivo e aproximado da realidade. Sendo assim, o valor determinado precisa ser confiável e cabe à empresa determinar se o valor aplicado será o valor justo ou se continuará usando o valor de custo histórico.

Aqui cabe relembrarmos o conceito de valor justo. Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 46 o valor justo é:

“O preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na data da mensuração”.

Outro conceito importante é o da relevância, citado na lei das S/A, que diz que cabe a empresa avaliar a relevância da aplicação do conceito de Ajuste da Avaliação Patrimonial a seus ativos imobilizados.

Se a empresa estabelecer por critérios específicos a irrelevância de determinar seus ativos a valor justo, deverá disponibilizar para quaisquer usuários das informações a explicação e os motivos de tal decisão.

Laudo, como fazer?

Uma vez que a empresa defina que é necessário o Ajuste da Avaliação Patrimonial e passe a usar o valor justo sobre os ativos imobilizados, é hora de preparar um laudo. De forma muito clara, este documento precisa ser redigido por um profissional especializado para isso.

Este laudo contará com critérios específicos como a norma para avaliações de imóveis do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE), entre outros.

Por outro lado, este não é um laudo apenas com especificidades técnicas, é necessário bom senso ao avaliar a as condições de cada ativo imobilizado, a qualidade da manutenção a qual ele foi submetido e outros fatores que podem ter impacto sobre o valor justo do mesmo.

Impacto e contabilizaçãocontadora-preenchendo-o-laudo-do-ajuste-da-avaliaçao-patrimonial

Vamos às contas! O conceito principal é calcular a diferença entre o valor justo e o valor de custo dos ativos, subtraindo a depreciação acumulada. Não é complicado!

Digamos que um equipamento (ou qualquer outro ativo imobilizado) de uma empresa tenha um valor de custo de R$ 10.000 e uma taxa de depreciação de R$ 1.000 ao ano. Após 12 meses de uso, o seu valor declarado seria de R$ 9.000, certo?

No entanto, digamos ainda que o mesmo equipamento, mesmo usado, teve um aumento de preço por conta das condições do mercado e o seu valor justo neste momento seja de R$ 9.500.  Neste caso temos a seguinte situação:

  • Valor de custo (já subtraída a depreciação): R$ 9.000
  • Valor Justo: R$ 9.500
  • Ajuste de Avaliação Patrimonial: R$ 500

Este é o valor que deve ser lançado nas contas do ativo imobilizado, e o impacto será com certeza sentido. No fim das contas, o Ajuste da Avaliação Patrimonial terá impacto sobre o patrimônio líquido da empresa.

Muitas variáveis exigem bons profissionais

O conceito de Ajuste da Avaliação Patrimonial contém muitas variáveis e grande importância, já que terá um impacto direto no patrimônio líquido da empresa. Definir critérios e fazer um laudo deste tipo é uma grande responsabilidade contábil e não isso pode ser deixado na mão de qualquer um.

Ainda bem, essa é a boa notícia, há excelentes empresas no mercado que contam com profissionais experientes e todo o know-how para que o Ajuste da Avaliação Patrimonial seja excelente e traga benefícios para a sua empresa.

Entre em contato com a Investor e converse com os nossos profissionais. Essa é, sem dúvida, uma atitude que pode trazer excelentes resultados.

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