contadora-realizando-a-baixa-do-ativo-imobilizado

Empresários, controllers, gestores e demais responsáveis pela saúde financeira de uma empresa sabem que o conjunto de todos os bens tem um valor financeiro significativo que, é claro, não pode ser desprezado.

Pois bem, com a baixa de ativo imobilizado este conceito fica ainda mais claro e o artigo de hoje vai mostrar porquê.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a baixa de ativo imobilizado é uma parte importantíssima de um controle patrimonial excelente.

Explicando melhor, quando o ativo imobilizado é conhecido e monitorado, o gestor pode contar com uma série de relatórios com informações estratégicas muito úteis para a mais perfeita administração.

Mas não é só isso! Conhecer estes ativos e dar a correta baixa contábil quando for necessário é uma obrigação da empresa e pode prevenir problemas futuros com o Fisco.

Como dar baixa em ativo imobilizado

Em um perfeito controle patrimonial, todos os ativos imobilizados da empresa estão catalogados em um inventário, com o seu valor e sua vida útil planificados.

No próprio inventário deve-se calcular a depreciação de cada bem. Claro, cada maquinário, equipamento, peça e até prédios e veículos vão perder valor ao longo do ano e existem cálculos para aferir essa depreciação.

Com a depreciação, em um determinado momento, essa vida útil se encerra e a empresa precisa se desfazer do bem. É hora de fazer a baixa contábil.

A regra que orienta essa baixa de ativo imobilizado é o Pronunciamento Técnico CPC 27, que determina o momento em que o valor contábil de um item do ativo imobilizado deve ser baixado:

a) Por ocasião de sua alienação;

b) Quando não há expectativa de benefícios econômicos futuros com a sua utilização ou alienação.

Por que fazer revisão de vida útilcontador-realizando-a-baixa-do-ativo-imobilizado

A vida útil de cada item do inventário é contabilizada ano a ano. Existe uma taxa de depreciação que age sobre os ativos imobilizados, ou seja, a cada ano o item perde parte de seu valor inicial até chegar a zero.

Note que, do ponto de vista contábil, há um paradoxo. A Baixa de ativo imobilizado não ocorre quando ele é considerado totalmente depreciado, ou seja, o seu valor na contabilidade chegou a zero. Este item só terá a baixa contábil quando ele definitivamente não fizer mais parte do patrimônio da empresa.

Desta forma, é necessário realizar a revisão da vida útil do ativo imobilizado, para contabilizar a sua depreciação e analisar seu novo potencial produtivo.

Conheça mais sobre este assunto aqui no blog da Investor lendo o artigo “O que é laudo técnico de vida útil do ativo imobilizado”.

Quais os tipos de baixas para bens do ativo imobilizado?

De qualquer forma, mesmo que a vida útil seja prolongada, eventualmente ela chegará ao fim e haverá a necessidade da sua Baixa contábil. Quando isso acontecer, há regras a serem seguidas.

Assim, essa baixa somente será realizada se ocorrer a sua alienação, liquidação ou baixa por perecimento, extinção, desgaste, obsolescência ou exaustão, com a consequente retirada física do bem.

Toda baixa de ativo imobilizado precisa estar documentada. Não existe formalidade legal para a eliminação deste determinado bem, mas existe a necessidade da baixa fiscal.

Essa baixa contábil, quando há obsolescência ou sucateamento e não existir um documento de saída, deve estar comprovada por laudo interno, com aprovações dos personagens competentes. Quando houver a possibilidade, fotos são consideradas prova posterior junto ao Fisco, caso isso seja necessário.

Outro caso previsto é quando a empresa não consegue comprovar a baixa física do bem. Nestas situações, o valor contábil da baixa é exposto como prejuízo não operacional, e deve constar na determinação do Lucro Real.

Acesso para planilha de controle patrimonial

Como uma baixa contábil pode gerar capital?

Note que uma vez que a depreciação fez com que o valor do bem chegue a zero, ele pode sofrer a baixa fiscal. Mas isso não significa necessariamente que o item está impossibilitado de ter um uso.

Ou seja, abre-se a possibilidade que este bem seja vendido e convertido em capital para a empresa. Essa é uma das premissas de uma excelente gestão de patrimônio.

Ao monitorar a vida útil e as condições de uso de cada ativo imobilizado é possível fazer com que ele tenha um rendimento máximo, mesmo após a baixa. Por outro lado, quando não há uma plena administração dos ativos de uma empresa consequências negativas podem surgir. Algumas delas são:

  • Aumento do número de furtos e desvios dos bens;
  • Incorreções no o registro contábil, ocasionando omissão de receita e até autuação fiscal com incidência de imposto para a empresa;
  • Problemas com a gestão de reposição dos bens afetados pelas quebras e obsolescências;
  • Falta de preparo para fusões, aquisições, cisões, entre outras.

Não se perca na gestão!ilustracao-de-pessoas-com-engrenagens-realizando-baixa-do-ativo-imobilizado

Evitar problemas relacionados a uma perfeita gestão de ativos imobilizados ou à baixa fiscal dos mesmos é uma realidade, desde que alguns procedimentos sejam cumpridos.

Estes procedimentos passam pela criação de um inventário, da avaliação dos ativos e da revisão da vida útil de cada um dos bens. Além disso, um teste de Impairment, também conhecido como teste de recuperabilidade, pode dar melhores condições de recuperar valores mesmo em momentos de baixa de ativo imobilizado.

Uma atitude inteligente para quem quer melhorar a capacidade de gestão em sua empresa é contratar profissionais experientes nesta área, que possam orientar como iniciar todo este difícil, mas produtivo processo.

 

Clique aqui e solicite um orçamento!

 

Conteúdos Relacionados:

O que é Controle Patrimonial: conceito, como e porque fazer?

Controle do ativo imobilizado: como é feito e sua importância

Ativo Imobilizado: o que é, contabilização e exemplos

Revisão da vida útil na gestão do ativo imobilizado

 

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *