Impactos para empresa que não tem controle patrimonial

O controle patrimonial não é nenhum luxo na administração de uma empresa. Na realidade, ele é uma necessidade fundamental. Sendo assim, ao não realizar a gestão dos ativos imobilizados, inúmeros impactos podem ocasionar prejuízos.

Uma possibilidade é sofrer uma multa imposta pelo Fisco por problemas contábeis, mas ela não é a única. A falta de uma gestão primorosa tem impactos que vão muito além de multas, e isso será demonstrado neste artigo.

  • Confira cada ponto e leia também o post sobre o que é o controle patrimonial aqui no Blog da Investor para conhecer mais sobre o assunto.

 

O controle patrimonial

Administrar uma empresa significa controlar todos os aspectos da sua operação. Sendo assim, cada decisão precisa ser pautada na melhoria destes processos. Que vão desde a produção, passam pelo controle e gestão de pessoal, pelo planejamento financeiro, engloba as vendas e transportes de melhoria, e chegam, é claro, ao patrimônio da entidade.

Assim, o controle patrimonial pode ser entendido como a gestão – ou gerenciamento – de todo o patrimônio de uma empresa.

Devemos entender o patrimônio como todo o conjunto de bens da empresa, desde os ativos tangíveis (do qual fazem parte imóveis, máquinas, equipamentos, dinheiro em caixa, estoque, investimentos e outros). Assim também, como os ativos intangíveis do negócio (como o valor da sua empresa ou marca, softwares, direitos autorais, licenças, entre outros).

Um negócio não tem como funcionar sem todos estes ativos e, desta forma, uma gestão constante destes bens é altamente necessária para que a empresa funcione de forma perfeita.

 

Prejuízos para o negócio sem o devido controle patrimonial

Quando a empresa tem um controle patrimonial completo, ela tem a possibilidade de antecipar problemas e melhorar o seu planejamento estratégico.

Imagine como exemplo uma determinada máquina fundamental para a produção de uma fábrica. Em caso de defeito, a produção para, gerando problemas para o pessoal da equipe de vendas, para os responsáveis pela entrega e, na ponta do processo, pode haver impacto até sobre o fluxo de caixa.

Neste caso, a previsão do planejamento financeiro acabará não se concretizando. Há uma reação em cadeia que poderia ter sido evitada se a manutenção correta tivesse sido feita. Portanto, a falta de controle e de conhecimento gera prejuízo.

Algumas oportunidades de negócios também podem ser perdidas por causa da falta de gestão. Tendo em vista que, o controle dos ativos são parte importante no processo de valuation, a avaliação que permite estimar o valor de uma empresa. Ora, não saber o valor real do patrimônio vai tornar este processo muito difícil ou até mesmo impossível.

Essa incapacidade de encontrar o valor do negócio pode inviabilizar um processo de venda. Já que, ao não se conhecer o valor real do patrimônio, uma venda pode terminar em grande prejuízo pela subvalorização do negócio.

Além disso, a excelência no controle patrimonial reduz bastante a possibilidade de desvios e furtos. Quando a empresa sabe quais são os seus bens e onde eles estão, possíveis colaboradores mal intencionados se sentem inibidos a cometer tais atitudes.

 

 

Otimização da alocação de ativos

Um exemplo de como o controle patrimonial pode ser uma ferramenta para levar a empresa para a excelência de administração é o fato de ele gerar informação fundamentais para a alocação de ativos.

Voltemos ao exemplo descrito acima, a fábrica que perdeu uma máquina crucial para a operação por não ter realizado a manutenção adequada. No início do ano, durante a fase de planejamento financeiro para o próximo período, recursos provavelmente foram alocados para outra atividade.

Por conta disso, se houvesse conhecimento sobre a possibilidade de quebra da máquina, a divisão dos ativos poderia ter sido diferente, a manutenção antecipada e a fábrica não teria que lidar com o problema.

 

Necessidade de relatórios estratégicos para o controle patrimonial

O controle patrimonial tem várias etapas:

-Inventário: é a identificação dos ativos e a constatação do estado de conservação dos bens. Saiba mais no nosso artigo sobre como fazer um inventário patrimonial.

-Avaliação dos ativos: é a avaliação do Valor Justo dos ativos, conforme as normas do CPC 46.

-Revisão da vida útil do imobilizado: a revisão da vida útil do ativo imobilizado leva em conta os benefícios econômicos que a empresa pode ter com a possível venda de um determinado bem. Para isso, é preciso uma análise sobre a depreciação, a amortização e a obsolescência do ativo.

-Determinação das novas taxas de depreciação: ao encontrar o Valor Justo de cada ativo, é calculado o valor depreciado. Ou seja, essa etapa significa conhecer o quanto vale determinado bem em um momento específico.

-Teste do Impairment: por fim, é realizado o teste de recuperabilidade dos ativos, ou seja, verifica-se se o valor contábil de cada ativo excede ou não o valor recuperável.

Cada uma das etapas pode fornecer informações sobre os ativos que vão orientar futuros investimentos, necessidade de manutenção e também de substituição dos bens, vão impactar sobre a definição o custo de um produto ou serviço, realizar uma projeção de caixa real, obter o valor patrimonial da empresa para eventuais negociações e ainda amenizar os furtos e desvios de bens da empresa e otimizar os processos de compras.

 

Como você viu, os benefícios provenientes do controle patrimonial perfeito são proporcionais ao impacto que a sua ausência gera. Estude mais sobre o assunto, saiba como realizar o inventário e o controle patrimonial da sua empresa e não deixe de entrar em contato com a Investor para tirar todas as dúvidas!

 

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